Segunda-Feira, 13 de Outubro de 2008

CONSCIÊNCIA DE CONSTRUIR A HISTÓRIA

Cá entre nós, não podemos fugir à regra e ao destino dos homens enquanto chamados a viverem em sociedade e a desenvolver a sociabilidade. A alternativa a estas duas premissas é a negação da história, que entendemos como o existir consciente e responsável do homem no Cosmo. É o homem enquanto capacidade de pensamento, de vontade e liberdade que faz a História, processo dinâmico e dialéctico num crescer temporal, que é tender para níveis cada vez mais elevados de sociabilidade deste ser transcendente e fascinante que está em cada um de nós e no outro. Assim, no processo de construção e desconstrução da nossa história, diferentes latitudes e dimensões se colocam de forma palpitante e imperiosa.

Há que pensar em aspectos estruturais de natureza económica e em demais que se prendem com o operar individual e comunitário nos mais diferentes domínios. Falamos da sociedade a recoser para voltar a ser o ambiente de encontro de pessoas, cruzando ideias, respeitando dignidades, consolidando sonhos já realizados ou realizando projectos que ficam.

Há o próprio homem a se reencontrar e descobrir como vontade livre em relação com o outro e há, enfim, a necessidade de se identificar o que é prioritário e viável neste momento em que todos sentimos a urgência de escrever – fazer a história - com novas dinâmicas, mesmo se alguns actores são forçosamente os mesmos. Curiosamente, apesar da validade das premissas supra citadas, nenhuma delas se me apresenta como primordial. Valha a verdade, o que me preocupa é saber se temos consciência de estarmos a construir a história e que história queremos redesenhar ou deixar alinhavada para as gerações vindouras?

Seria grave viver sem projecto – o homem é projecto - concebido por Deus, mas que só se realiza plenamente quando cada um, em liberdade, responde positivamente no tempo ao desafio de existir e responder com responsabilidade pelo hoje e o amanhã de todos

D. Filomeno N. Vieira Dias